
O vice-presidente do Santos, Odílio Rodrigues, confirma que a nova pedida salarial de Robinho, após conversas com a advogada Marisa Ramos, procuradora do atacante no Brasil, é inferior aos quase R$ 1,3 milhões apresentados ao Peixe anteriormente por um representante do jogador e do Milan, da Itália. O dirigente, no entanto, admite que a negociação depende de um "pacote" de fatores, como as exigências do clube europeu e a mesmo forma de pagamento para uma possível transação.
Estávamos negociando com pessoas indicadas pelo Robinho, que nos apresentaram condições, tanto de parte do Milan como do jogador, que entendemos não ter condição de continuar com as conversas. Posteriormente, o Robinho sugeriu que falássemos com a Marisa, que nos apresentou condições diferentes, um pouco menores. Agora, ela está em Milão para saber o preço desejado para a saída dele, mas ainda não temos a informação desse valor - explica.
O maior entrave, assim como em janeiro, está nos € 10 milhões (quase R$ 29 milhões) que o Milan exige por Robinho, alegando que este é o valor contábil do jogador e que, pelo clube italiano ser de capital aberto, não há como reduzir a pedida antes do fim do ano. O valor é considerado inviável pelo Santos, que deseja ter o ídolo por três temporadas.
Se o Milan mudar as condições, vamos avaliar o pacote como um todo. É um contrato de três anos, envolve salários, forma de pagamento... Vamos ver se o volume é viável ou não. Sabemos que é um desejo, mas compete ao Comitê de Gestão verificar qual a viabilidade econômica. Não podemos analisar (a negociação) em partes, tem de se pensar no valor que será despendido, no custo total da operação - enfatiza.
O Santos, agora, espera o encontro entre Marisa Ramos e Adriano Galliani, vice-presidente do Milan, para ficar a par das novas exigências dos italianos. A expectativa é por uma pedida menor, já que a venda do Rei das Pedaladas seria a solução para compra do meia Keisuke Honda, do CSKA Moscou, avaliado em € 7 milhões (R$ 20 milhões).
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